Texto: SALVE A FALANGE DOS CABOCLOS!
02/07/2017 - 22h25 em Umbanda

 

Hoje, dia 02 de Julho, a Bahia homenageia a Falange de Caboclos, esses

espíritos encantadores e donos dos segredos mágicos e curandeiros! Xetruá, Caboclo! 

 

Originalmente, a palavra caboclo significa mestiço de branco com Índio mas, na percepção umbandista, refere-se aos indígenas, 

que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta, como civilizações aparentemente primitivas, mas na realidade de grande sabedoria. Espíritos que, embora em sua encarnações tenham vivido em outros países, identificam-se espiritualmente na vibração dos Caboclos, como por exemplo, os índios Americanos, 

os Astecas, os Maias, os Incas e demais indígenas que povoaram 

a América do Sul.

Falar em Caboclos na Umbanda, é fazer menção a todos eles que, com denominações diversas, atuam em nossos terreiros e que, 

com humildade, como muito bem recomenda a espiritualidade, omitem detalhes referentes às suas vidas quando encarnados.

 

Na Umbanda, os Caboclos constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas virações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não, aquela em que ele atua.

Antigamente, existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxóssi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. 

Porêm em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem vibrações originais diferentes, podendo se apresentar sob a vibração de Ogum, de Xangô, de Oxóssi ou Omulu. Já as Caboclas, podem se apresentar sob as Vibrações 

de Yemanjá, de Oxum, de Yansã ou de Nanã.

Não há necessidade da vibração do caboclo-guia, coincidir com 

a do Orixá, dono da coroa do médium: o guia pode ser, 

por exemplo, de Ogum, e atuar em um sensitivo que é filho de Oxóssi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum, assimilará a vibração de Oxóssi.

Embora existam diferenças entre os nomes encontrados por diferentes pesquisadores para as entidades, em relação as 

suas vibrações originais, apresentamos a seguir uma relação 

que nos parece a mais próxima de uma realidade:

 

CABOCLOS DE OGUM

Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, 

Beira-Mar, Caboclo da Mata, Icaraí, Caiçaras Guaraci, Ipojucan, Itapoã, Jaguaré, Rompe-mato, Rompe-nuvem, Sete Matas, 

Sete Ondas, Tamoio, Tabajara, Tupuruplata, Ubirajara, 

Rompe-Ferro, Rompe-Aço

 

CABOCLOS DE XANGÔ

Araúna, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Caboclo do Sol, Girassol, Guaraná, Guará, Goitacaz, Jupará, Janguar, Rompe-Serra, 

Sete Caminhos, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Estrelas, Sete Luas, Tupi, Treme-Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Mirim, Urubatão da Guia, Urubatão, Ubiratan, Cholapur.

 

CABOCLOS DE OXÓSSI

Caboclo da Lua, Arruda, Aimoré, Boiadeiro, Ubá, Caçador, 

Arapuí, Japiassu, Junco Verde, Javari, Mata Virgem, 

Pena Branca, Pena Dourada, Pena Verde, Pena Azul, 

Rompe-folha, Rei da Mata, Guarani, Sete Flechas, Flecheiro, 

Folha Verde,, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Tapuia, Serra Azul, Paraguassu, Sete Encruzilhadas.

 

CABOCLOS DE OMULU

Arranca-Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Gira-Mundo, 

Yucatan, Jupuri, Uiratan, Alho-d'água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Suri, Serra Verde, 

Serra Negra, Tira-teima, Seta-Águias, Tibiriçá, Vira-Mundo, Ventania.

 

CABOCLOS DE YANSÃ

Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, 

Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira

 

CABOCLAS DE YEMANJÁ

Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jacira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente

 

CABOCLAS DE OXUM

Iracema, Imaiá Jaceguaia, Juruema, Juruena, Jupira, Jandaia, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunué, Mirini, Suê

 

CABOCLAS DE NANÃ

Açucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Jutira, Luana, 

Muraquitan, Sumarajé, Xista, Paraquassú

 

CABOCLINHOS DA IBEIJADA

Nesta querida falange, encontramos os Caboclinhos e Caboclinhas do Mato, que se manifestam em sua forma indígena.

 

Arte: CLAUDIA KRINDGES

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