Terça-feira, 8 de novembro de 2016 às 10:53 em Umbanda
Notícia: Umbanda se torna patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio

Decreto foi publicado pelo prefeito Eduardo Paes no Diário Oficial do município desta terça. Terreiro do Estácio é o primeiro a ser cadastrado

 

- Atualizada às
O Dia
 

Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou que a umbanda agora é patrimônio cultural imaterial da cidade. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira.

O decreto também determina o cadastro de todos os terreiros — local de prática da da religião — da cidade. O primeiro a ser cadastrado foi a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio. 

 

  

Washington Fajardo, presidente do IRPH, disse que “esta chancela destaca a expressão cultural do sincretismo religioso” e que “os Terreiros são referências dentro dos bairros cariocas e valorizam a cultural de cada local”.

O reconhecimento foi realizado pela necessidade de políticas públicas de respeito à diversidade religiosa, além de lembrar a importância de reflexões sobre as religiões de matriz africanas.

O anúncio acontece justamente no mês de novembro, em que os umbandistas celebram o Dia da Umbanda (15/11).

decreto Nº 42557 de 7 de novembro de 2016declarou como patrimônio cultural de natureza imaterial a Umbanda e criou o cadastro dos Terreiros de umbanda.

Segundo o texto, o decreto visa a proteção da religião que nasceu no estado do Rio e mostra a necessidade da criação de políticas públicas de respeito à diversidade religiosa.

Vale lembrar que as religiões de origem e influência africana também são valorizadas no Cais do Valongo, redescoberto e aberto à exposição pública em 2012 na Região Portuária.

“Esta valorização da Umbanda abrirá uma linha de trabalho e pesquisa para aumentar o cadastro dos locais onde a religião é praticada”, completou Fajardo à reportagem do jornal O Globo.

Com isso, já são 54 bens imateriais no município do Rio de Janeiro. Além da Umbanda, a Bossa Nova, as Escolas de Samba, as Festas de Iemanjá, a tradicional Procissão de São Sebastião são alguns exemplos.

Para se tornar patrimônio cultural imaterial, são consideradas as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

Fonte: http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2016-11-08/umbanda-se-torna-patrimonio-cultural-imaterial-da-cidade-do-rio.html

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