Notícia: Vandalismo no túmulo de Chico Xavier é mais um episódio de intolerância religiosa
02/10/2017 - 21h50 em Sociedade

O Brasil é um país laico, ou seja, sem religião oficial. Apesar de a maioria da população se declarar cristã e católica, todas as crenças são respeitadas. Pelo menos deveriam ser.

Não tem acontecido isso nos últimos tempos. Vivemos tempos de intolerância religiosa extrema, com vários casos de violência praticada por quem discorda da fé do outro.

Em Uberaba (MG), o túmulo do médium Chico Xavier, que morreu em 2002, sofreu um ataque: tijolos foram usados para tentar quebrar o vidro que protege o busto do líder espírita. Por ser blindado, o vidro resistiu, mas ficou trincado.

A família de Chico acredita em vandalismo e lamenta a falta de respeito com a memória de um homem que sempre pregou a paz e a não violência, e ensinou seus discípulos a praticar o bem, sem ver a quem.

No Rio, dezenas de terreiros de candomblé e umbanda foram atacados por traficantes que se dizem evangélicos. Alguns pais e mães de santo ficaram sob a mira de armas e foram obrigados a quebrar imagens de Orixás.

Tornaram-se comuns, nas ruas, hostilidades a pessoas vestidas com trajes típicos de religiões afro-brasileiras e do Islamismo – os muçulmanos são frequentemente xingados de ‘terroristas’ por brasileiros ignorantes.

O Brasil, admirado mundo afora por sua miscigenação racial e diversidade cultural, está se tornando uma nação de grupos intolerantes e radicais.

Somos uma democracia, onde todos os cidadãos têm os mesmos direitos, inclusive de professar sua religião ou não ter fé alguma, se assim preferir.

Tomara que esse movimento violento seja contido e prevaleça o respeito entre as pessoas, por mais diferentes que sejam e pensem.

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