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Terreiro não é lugar de disputa.
Por Administrador
Publicado em 11/03/2026 08:34
Textos Diversos

 

Muita gente entra no terreiro buscando evolução espiritual, aprender com os guias e crescer na fé. Mas tem uma coisa que infelizmente ainda acontece muito e que atrapalha demais esse caminho: a comparação e a disputa entre irmãos.

 

Tem irmão que, em vez de cuidar da própria caminhada, fica olhando o médium do lado. Fica pensando quem tem mais cargo, quem incorpora mais entidade, quem aparece mais no trabalho, quem está mais perto do dirigente. E nisso nasce a crítica, a inveja, o julgamento… e aí a pessoa esquece do principal: a caridade e a humildade.

 

Na Umbanda, o melhor médium não é aquele que firma 10 entidades na mesma gira. O melhor médium é aquele que segura firme o seu guia do começo ao fim do trabalho, com respeito, concentração e responsabilidade. Muitas vezes, um médium silencioso, que quase ninguém percebe, está fazendo um trabalho espiritual muito mais sério do que aquele que quer aparecer.

 

Terreiro não é lugar de disputa.

Não é competição de cargo, de obrigação ou de quem é “mais médium”.

Terreiro é lugar de aprendizado, humildade e caridade.

 

Quando um irmão fica criticando, comparando ou invejando o outro, ele não está evoluindo. Pelo contrário: está se atrapalhando espiritualmente e, pior ainda, acaba atrapalhando toda a corrente do trabalho. Porque gira precisa de união, respeito e energia limpa entre os irmãos.

 

Cada médium tem seu tempo, seu caminho e sua missão.

Ninguém está acima de ninguém dentro da espiritualidade.

 

Quem realmente aprende na Umbanda entende que não está ali para aparecer, mas para servir.

 

E quem está ocupado servindo, ajudando e fazendo caridade… não tem tempo para competir com ninguém.

 

No fim das contas, os guias não olham cargo, não olham vaidade e nem quem quer aparecer.

Eles olham o coração, a humildade e a verdadeira intenção de ajudar.

 

Porque na Umbanda, quem cresce de verdade é quem aprende a ser pequeno diante da espiritualidade e grande na caridade.

 

 Saravá. 

Pai Joãozinho

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